Terça-feira, 17 Outubro, 2017

Corte do Equador decreta prisão preventiva do vice-presidente

O vice-presidente equatoriano Jorge Glas- RODRIGO BUENDIA  AFP O vice-presidente equatoriano Jorge Glas- RODRIGO BUENDIA AFP
Viriato Gomes | 04 Outubro, 2017, 00:19

Jorge Glas, vice-presidente do Equador, foi preso na noite desta segunda-feira e levado a uma prisão no norte de Quito. "Acato sob protesto esta infame atrocidade contra mim".

Na chegada ao local da prisão, houve protestos de correligionários do movimento de esquerda Alianza País, que elegeu Glass e o presidente Lenín Moreno. "Ainda tenho fé na Justiça, diante dela provarei minha inocência", escreveu o vice-presidente no Twitter.

Semanas mais tarde, a Assembleia Nacional equatoriana autorizou que Glas se tornasse alvo de investigação penal pelo crime de associação ilícita no caso que envolve o pagamento de propinas pela empreiteira.

O engenheiro José Conceição Filho, ex-diretor da Odebrecht no Equador, disse em depoimento concedido para o Ministério Público Federal do Brasil que pagou pelo menos 14,1 milhões de dólares de propina entre 2012 e 2016 para Glas.

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Horas antes, a ministra da Justiça, Rosana Alvarado, confirmou que, para abrigar o vice-presidente nesse centro de detenção da capital, foi necessário transferir o ex-ministro Carlos Pareja Yannuzzelli, também acusado de corrupção, para outro centro em Latacunga, ao sul de Quito.

O escândalo Odebrecht foi revelado em dezembro do ano passado, quando o Departamento de Justiça dos Estados Unidos informou que a empreiteira pagou cerca de 788 milhões de dólares em propinas em 12 países, entre eles o Equador.

A reeleição ilimitada para a presidência foi aprovada por Rafael Correa, antecessor de Moreno e com quem o atual presidente trava uma luta de poder.

Correa também foi o promotor da Constituição vigente desde 2008, que estabeleceu a reeleição presidencial, por apenas uma vez, consecutiva ou não. "Nos dois casos também proporemos que os bens e propriedades destas pessoas ou empresas sejam arrestados para indenizar o que o Estado perdeu com a corrupção".

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